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março 26, 2007

Só num país de estúpidos!

Só num país de estúpidos é que o Salazar ganha um concurso...

Nem quero saber de economia, de religião ou de pátria (se é que ele fez algo de positivo por tudo isso... é-me igual ao litro).

Ser preso por discordar, não poder ler o que quero ler, não poder falar o que quero falar, não poder ouvir o que quero ouvir, não é para mim e não entendo que seja para alguém.

Não entendo o voto de protesto. Não entendo a adoração ao ditador. Não entendo que pessoas, supostamente, inteligentes defendam um castrador de ideias que não sejam as suas.

Idiotices e lições de economia à parte... este país, assim, manso! manso! de rabinho entre as pernas à espera de ser mandado não é o meu.

Que gentinha de merda que ainda por aqui anda... que não anda nem desanda, nem morre nem nada, nem deixa que a Primeira República e o Estado Novo e o 25 de Abril passem à história para que, de uma vez por todas, este país volte a ser alguma coisa de jeito.

Tanta gente estúpida...

Ainda mais, quando em segundo lugar fica o outro... o Cunhal...

Não há volta a dar-lhe... pela esquerda ou pela direita... a malta gosta é de ser mandada, e castrada e enrabada!

março 19, 2007

E quem diz mal do Sócrates, está certo ou errado?

Eu esperava bem mais... e melhor do Sr. Engenheiro... (aquilo prometia, antes de chegar ao poleiro)
No entanto, embora aquém, é bem mais do que se tinha vindo a fazer (não é difícil, de facto)!

Deve ser esta ideia generalizada que sabem que o tuga médio tem, que lixa muita gente... E, até isso, me dá um gozo dos diabos...

É como aqueles que votam no Salazar só para chatear (enfim, quase como... que esse sentido de gozo ainda não consigo ter!).

Já sei que, parece que, quem disse mal do Santana tinha toda a razão...

Eu, por mais que pense, não consigo apontar nenhuma qualidade ao Santana... mas mesmo assim, desconfio de tanta gente (de todos os quadrantes políticos) a dizer mal (e hei-de continuar na minha até ao fim... ou então teria de admitir que existe algum tipo de consciência ética e moral, para além de uma forte preocupação pelo bem comum, nos políticos nacionais...).

A verdade é que é muito raro, alguém, em Portugal (quiçá no mundo) preocupar-se com o bem comum. Quando isso acontece, normalmente acabam mortos ou desacreditados. Não sei onde é que o Santana se pode encaixar nesta lógica, mas nunca fiando, desconfio! Normalmente, e infelizmente, quando se incomoda muita gente não é por se ser incompetente... é porque se quer mudar alguma coisa no "sistema".

O "sistema" é a direita e a esquerda e o centro... quando estão todos de acordo é para desconfiar!

março 18, 2007

Quando toda a gente diz mal...

Quando toda a gente diz mal de alguém... tremo!

Por norma, o "senso comum" e a "opinião geral" não são grande coisa... se fossem, este mundo era bem melhor do que é (parece-me que isto é uma opinião de facto). Ou, então, teremos de defender que o Homem é intrinsecamente Mau (ou incompetente, ou corrupto... what ever!).

Dizia TUDO mal do Santana Lopes... desconfiei (eu que sempre tive o tipo na pior das considerações).

Agora diz TUDO mal do Sócrates...

Depois pensei... Anda lá, pelo sítio onde eu trabalho, uma senhora que é, seguramente, a pessoa mais incompetente com quem tive o desprazer de trabalhar... E, diz TUDO mal dela (eu também)!

É para desconfiar? Devo Tremer?

O problema, acho, é que no caso dela o "sistema" continua a tolerar tudo e, quem diz mal, diz baixinho...
O problema, acho, é que no caso dela, ninguém lhe está a querer "fazer a cama", estamos todos, apenas, a defender-nos, baixinho, da cama que ela nos quer fazer (Cabala ao cubo, juro!).

Será que isto tem alguma coisa a ver com o Sócrates ou o Santana?
Será que os políticos que temos não nascem de geração espontânea, nem ficam toldados pelo poder, só porque têm poder... assim de repente, 1 2 3, depois de ganharem as eleições?

Será que somos todos assim... mas há sítios em que, não só se nota mais, como faz mossa a mais gente?

Mesmo assim, ainda acredito que a malta que anda irritada com o Sócrates tem uma enorme dor de cotovelo por não estar no lugar do Sócrates.

Quem anda irritado com a tal senhora... não sei... talvez ela seja um doce e a malta ainda não tenha percebido! Também, para perceber, é preciso trincar, e isso não é para todos... há que saber gerir o Sistema.

(este post não faz muito sentido... qualquer dia tento outra vez)

março 15, 2007

A menina raptada em Penafiel

No Público de ontem fazia-se referencia a posts de alguns blogues sobre o caso da menina raptada em Penafiel.

Não me pareceu que o teor dos mesmos estivesse carregado de ironia (de quem está convicto que este caso nada tem a ver com o da Esmeralda)... Pareceu-me, mesmo, que aquela gente estava a fazer uma análise estúpida [é boa esta da análise estúpida, não é? é a análise que é estúpida, não são as pessoas!

- Olhe que não, eu não lhe chamei estúpido... eu apenas disse que a análise era estúpida... (a diplomacia é linda...)].

Adiante:

Parece que raptar uma criança (à revelia dos pais... claro... senão não era rapto) é o mesmo que entregar de livre vontade um filho a duas pessoas que querem cuidar dele (quando o pai da criança até para assumir a paternidade, teve alguma dificuldade).

Enfim, se é a mesma coisa... Ainda bem que eu vivo no meu país das maravilhas...

março 01, 2007

A tal deputada do PS!

Hoje no Público, uma notícia da "não sei quantas" deputada do PS que está de baixa... mas vai às reuniões da assembleia municipal lá da chafarica onde mora.

Parece que não estava na assembleia por causa da licença de maternidade (e eu a achar estranho chamarem-lhe baixa...).

Mora no norte e dizia que era difícil vir a Lisboa por causa do bebé, mas era fácil ir à assembleia municipal... (eu a achar que sim e a perguntar aos meus botões porque raio lhe estavam a chamar baixa...).

Parece que meteu baixa (por mais um mês) depois de terminar a licença de maternidade e parece que cada vez que vai à assembleia municipal recebe 75€.

Diz, a senhora, que talvez tenha sido naif... acho é que, talvez, tenha achado que éramos todos naif...

fevereiro 27, 2007

Como é que é possível?

Nos 10 primeiros dos Grandes Portugueses estarem:

- Um comunista que, se tivesse podido, teria transformado este rectângulo numa ditadura

- Um cidadão que, porque lhe pediram, transformou este rectângulo numa ditadura

Só pode ser porque ser porque:

- 80% dos portugueses anda a leste e não está "nem aí";
- 0,02% prefere votar no Pior Português;
- 1 terço dos restantes quer fazer pirraça aos comunistas;
- outro terço quer fazer pirraça aos fascistas;
- o terço que resta leva o concurso a sério (???!!!???!!!)

EU VOTEI E VOTEI E VOTEI (sempre em telefones diferentes... dhaaa!) no INFANTE D. HENRIQUE

Mas o tuga gosta é de ser mandado... empurra para a direita, empurra para a esquerda, mas usar a porra da cabeça é que não!

dezembro 27, 2006

... ou são marionetas à escala em teatrinho infantil?

Parece que os senhores do NÃO vão mostrar umas imagens de fetos de 10 semanas (deve ser aquela reportagem que passou no Cabo e depois na RTP 1 para cima de 10 vezes sobre a Vida no Ventre).

Eu acho óptimo.

Se ainda há pessoas que não sabem o que trazem na barriga às 10 semanas de gravidez, aproveitam para ficar a saber. Se há pessoas que abortam porque não sabem ao que vão e se soubessem não abortavam, que fiquem atentas às imagens (não queremos ninguém a fazer coisa tão séria inconscientemente).

Essa ideia estúpida que insistem em fazer passar que os do SIM não só são a favor da despenalização do aborto como ainda querem obrigar toda a gente a abortar (porque ter filhos é mau e é de país nada civilizado) é que não dá!

O Sim não é pela Liberdade de Escolha? A escolha só pode ser feita em Liberdade se se souber o que se está a fazer... Força, que venham os vídeos (são vídeos, não são? ou são marionetas à escala em teatrinho infantil?).

dezembro 21, 2006

Eliot Ness

Ora ontem, na quadratura, dizia-se a propósito da nomeação de Maria José Morgado para super, mega, rifixe procuradora no caso Apito Dourado que tudo aquilo podia ter consequências muito graves.
Entre elas, esta, se a senhora conseguir resolver e arrumar a questão, toda a gente irá querer saber porque é que os outros não tinham conseguido.

É que, como actualmente já se admite (porque não se pode mesmo deixar de admitir e portanto passa a ser politicamente correcto), algo vai mal na justiça portuguesa. E se a senhora, armada em Liedson, resolver... como é que os outros ficam? Como é que ficamos todos? Ficamos a saber que é tudo uma questão de PESSOAS?
Pessoas incompetentes? Pessoas corruptas, passivas e activas?

Quer a senhora resolva, quer não, o que me faz confusão é esta fase por que está a passar Portugal.
Já se sabe que existe corrupção. Só ainda não se sabe se a culpa é, de facto, de PESSOAS... ou se é tudo virtual.
Não há paciência para esta fase intercalar em que já sabemos que algo corre mal, mas ainda acreditamos que tudo se pode dever (apenas) a conjunturas macro qualquer coisa ou, pior, a espíritos do mal...

Se se descobrir que afinal são PESSOAS que estão por detrás destas coisas...
Valha-me Deus, que vai ser o fim do mundo em cuecas!

dezembro 20, 2006

Guidinha, essa grande estratega!

Como estou de férias e, como tal, com tempo para passeatas por blogs alheios (do tipo linka aqui e depois ali e lá vamos nós pela blogosfera fora cantando e rindo) fui parar ao Arrastão .

No que respeita ao Aborto, parece que a música mudou. Ou, pelo menos, parece que alguns dos influentes da nossa blogosfera (partidários do SIM) começaram a levar a coisa a sério e a tratar o tema com o respeito que o mesmo merece.

Não só li o post todo, como li os (à data) 68 comentários.

Aquilo até estava bem encaminhado quando aparece uma tal de Margarida (não dá link para lado nenhum, o que é uma pena... havia de gostar de ler um blogue da tal senhora que não sei quem seja, mas devo ser só eu...).

Parece que pela união do SIM, temos todos de repetir da cassete previamente gravada o "Aqui quem manda sou eu", devidamente fardadas de psicopatas e com as respectivas barrigas ao léu.

Pasmo ainda mais, quando vislumbro naquelas afirmações qualquer coisa que pressupõe que a união do SIM deve ser feita em torno deste mote agressivo e autoritário.

Eu, SIM convicta, tinha alguma dificuldade em entrar em quase todos os blogues do SIM (a estupidez costumava ser tanta que saia dali a correr). Não fossem as minhas convicções serem minhas e não estarem de forma nenhuma dependentes da propaganda associativa, ainda corria o risco de virar para o outro lado, assustada, a pensar que aquilo era tudo gente doida (e perigosa!).

Vendo a coisa pelo lado prático, sempre me questionei sobre quem teria sido a mente brilhante que tinha esgalhado a, igualmente brilhante, ESTRATÉGIA DE COMUNICAÇÃO do SIM.

É que é mesmo do melhorzinho para esclarecer os indecisos!

Agora acho que já sei. Foi essa tal Margarida.

Não fosse eu pelo SIM, pelas minhas razões e não pelas dos outros e havia de dizer: Minha cara senhora, assim, temo que Não!

Espero que, até ao referendo, o Sim que se faz ouvir aprenda a falar a sério. Ou então, que comece a aparecer mais, e de uma vez por todas, o outro Sim, aquele que é de facto sério e a sério.

Pessoas como essa tal Margarida são, como toda a gente do lado do Não já percebeu, o pior inimigo do Sim!

novembro 21, 2006

Aldina

"A partir daí sigo com atenção tudo o que Aldina Duarte vai fazendo, umas coisas próximas e acessíveis, outras em lugares distantes. Mas acho extraordinário que no concerto da Culturgest a sala estivesse absolutamente esgotada vários dias antes do espectáculo. O que significa que, mesmo com uma presença discreta (poucas iniciativas visíveis, pouco ruído mediático), Aldina Duarte se vai impondo junto do grande público. Não tem ainda a aura da Mariza, esse mito sobrevalorizado que estranhos motivos instituíram em glória nacional. Mas os seus admiradores têm aquele grande mérito de serem fanáticos, incondicionais, de um entusiasmo sem reservas".

Eu, se fosse o EPC, não tinha escrito isto no Público de hoje (que não comprei, apenas li...). A moda ainda pega, fica toda a gente a saber quem é a Aldina Duarte e depois é vê-la com discos de platina uns atrás dos outros e o pobre do EPC a dizer que é apenas um "mito sobrevalorizado que estranhos motivos instituíram em glória nacional".

O que é que acontece à boa CULTURA portuguesa quando toda a gente gostar dela? Deixa de ser boa? Deixa de ser Cultura? Deixa de ser portuguesa? O EPC reforma-se?

novembro 20, 2006

Redacção de escola primária

Vamos lá fazer de conta que sou ainda mais ingénua do que aquilo que sou!

"Gosto do nosso Primeiro e do nosso PR.
Gosto do nosso Primeiro porque esqueceu as direitas, as esquerdas e os centros e resolveu reformar.
Gosto do nosso Primeiro porque melhor que um Estado Social teórico é um Estado Social que funcione.
Mesmo assim, às vezes aborreço-me, porque parece que lhe falta a coragem e anda muito devagarinho. Se o resultado final vai ser alguma coisa de jeito, não sei... mas enquanto parecer que está a tentar, parece-me bem.
Gosto do nosso PR, porque parece que está no mesmo barco. Parece que apoia as mudanças e não é bairrista.
Por outro lado, não entendo como é que o Marques Mendes vai lá para fora dizer mal do que se passa cá dentro. Estava a falar com emigrantes? Mesmo assim... O gajo não consegue estar calado? Não há por aí quem lhe ponha uma mordaça na boca? Estarei a querer atentar contra a sua liberdade de expressão? Vou pensar nisso, mas entretanto, se me cruzar com ele na rua, dou-lhe uma valente canelada!"

E pronto! É isto... Assim, estilo redacção da escola primária.
Ainda não consigo falar destas coisas noutro tom!

007

Já li isto na semana passada, mas só agora é que tive tempo para aqui vir registar.

O Eduardo Prado Coelho tem alguma implicância especial por Lisboa, ou foi só por acaso?
Será normal que eu passe o pouco tempo que demoro na minha viagem matinal de metro a ler uma imbecilidade qualquer sobre a iluminação de natal em Lisboa? Não existe iluminação de natal em outras cidades (é que aquilo era mesmo dirigido a Lisboa e, que eu saiba, a coluna dele não está no Caderno Local)? É mais grave gastar dinheiro em iluminação de natal que em subsídios a filmes portugueses que ninguém vê (outra do mesmo, boas e má notícias para o cinema português... Boas [já não me lembro], más, o sucesso de bilheteira que está a ser esse tal "Filme da Treta")?

Não foi por isto, mas deixei de comprar o Público.
Aliás, a gota de água entre a minha pessoa e esse jornal foi mesmo quando a notícia de capa era sobre o 007, a recepção da Rainha de Inglaterra e a informação (IMPORTANTÍSSIMA) de que o render da guarda tinha sido feito ao som do genérico do emblemático filme.

novembro 01, 2006

Se tivessem ficado calados, muitos dos que por aqui andam continuavam sem suspeitar!

Mas não, tiveram que vir dizer que não lêem (embora citem). Tiveram de insultar (embora não conheçam).

Qualquer dia, ainda sai uma Lei (e essa não vai a referendo, não é preciso) que proíbe o acesso à criação de BLOGS por parte de cidadãos anónimos (i.e. todos nós, que não aparecemos nos jornais, na televisão ou na rádio).

A criação de BLOGS estará sujeita a aprovação por parte de uma Comissão Autónoma e Imparcial!

Criámos um monstro!
E agora, ai! ai! ai! o que é que a gente faz?
Primeiro insultamos, descredibilizamos e depois acabamos com eles!
Esses grandes filhos da mãe.
Está tudo controlado! Tudo controlado!

pelo meio, a palavra BLOG

MST, à paulada e em tribunal...
EPC, puxa da pistola...

~~~~~~~~~~~ pelo meio, a palavra BLOG... ~~~~~~~~~~~~~~~

Não é teoria da conspiração, não senhor!

Anda por aí muita gente incomodada...
Que delícia!
Afinal o Sistema não estava preparado para a democracia... E eu que ainda não tinha percebido!
Burra, pá! Burra.

(isto sabe muito melhor quando se entra na crise da adolescência!)

outubro 31, 2006

Maioria portuguesa a favor do Sim

Segundo uma sondagem divulgada pela TSF, 63% dos portugueses concordam com a despenalização do aborto (no âmbito do referendo) e apenas 27% não concordam.

A favor do SIM, maioritariamente homens, jovens e classe média-alta da Grande Lisboa, Grande Porto e Litoral.
A favor do NÃO, maioritariamente mulheres, idosos e classes baixas do Interior e Sul do país.

Pela leitura dos resultados, acredito que exista aqui pano para mangas do lado do Não, senão vejamos:

- A favor do SIM, estão maioritariamente homens (não são eles que engravidam e abortam estando, em consciência, apenas a permitir que sejam as mulheres a decidir), jovens (irresponsáveis, pela curta experiencia de vida, que tendem a considerar o aborto como mais um método contraceptivo, precisando, por isso de informação e não de despenalização), Classe média-alta (que tem dinheiro para ir ao estrangeiro e condições para ter o bebé se realmente o quiserem). Estas pessoas vivem, maioritariamente nos grandes centros urbanos e litorais, (que são, como todos sabem, os locais onde a espiritualidade que falta à sociedade actual mais se assentua).

- A favor do NÃO, estão maioritariamente mulheres (essas sim é que engravidam, e essas preferem outras soluções), idosos (que, pela experiencia de vida que já tiveram e a sensatez própria da idade são, obviamente, pela vida), classes baixas (que assim demonstram que não querem que o Estado as ajude a abortar, mas sim a ter os filhos em condições). Estas pessoas vivem, maioritáriamente no interior e sul do pais, (ultimo reduto de alguma humanidade nesta sociedade fria e impessoal).

Apenas uma dúvida, incluem nos "jovens" homens e mulheres, ou por "jovens" deve entender-se "jovens do sexo masculino"?

Certamente existirá alguma diferença entre dizer que a favor do Não estão, maioritariamente mulheres e dizer que a favor do não estão maioritariamente mulheres com mais de X anos.

outubro 28, 2006

BLOGUE DO NÃO à guerra!

[comentário colocado por mim (pelo que não é plágio) no Blogue do Não, mas que me apeteceu "meter" aqui, para mais tarde recordar]

Pronto, vamos todos votar NÃO! E, os defensores do NÃO ao aborto (e SIM à vida), podem seguir em frente, com novos projectos como:

- O blogue do NÃO à guerra;
- O blogue do NÃO à tortura;
- O blogue do NÃO ao envio de tropas portuguesas para zonas em conflito;

(ou a vida de um feto de 10 semanas, ainda sem consciência de si, é mais importante que a vida de seres já nascidos?).

Se alguém responder, não vale dizer apenas que é igualmente importante (já que umas causas têm direito a blogue e outras não).

Dizer que só esta questão está em referendo, também é pouco, dada a importância incontornável e inatacável da vida humana.

Dizer-me que estou a ser lírica e demasiado ingénua, na minha vontade de acabar com a guerra no mundo... E que o melhor (mais realista e mais prático) é defender a Convenção de Genebra, também não sei se será uma boa aposta...

outubro 26, 2006

O programa que vi...

Ontem vi o programa "Grandes Portugueses" e gostei, pelo melhor e pelo pior.

Foi assustador ver criaturas estudantes de comunicação social que não conseguiam falar correctamente (talvez do nervoso da televisão, talvez não!), tal como foi assustador ver comentários desprovidos de qualquer sentido lógico (do meu sentido lógico, evidentemente).

Mas, foi bom ouvir que aquilo é um programa lúdico (o meu medo, de que alguns acreditem demasiado não é só meu, pelos vistos e a questão foi abordada).

Foi engraçado ver a peça sobre o que se disse do programa noutros programas e noutros fóruns (não escondem que houve discussão e falaram disso).

Os comentadores (os que sim, os que mais ou menos e os que não concordavam nada com aquilo).

Mais importante que tudo, fica a ideia de que, seja qual for o resultado, o programa vai mostrar qual a perspectiva que os portugueses tem de si mesmos. O que é que valorizam os portugueses médios, quais são os seus heróis, as pessoas que admiram e as características que destacam.

Pode ser apenas uma "bimbalhice", um programa para gerar audiências, nesta eterna guerra das audiências.
Pode ser uma grande irresponsabilidade (já que se está a dar ao português médio a oportunidade de se pronunciar, sem que se lhe reconheça capacidade para isso, em assunto de tamanha importância).

Talvez, ao estarmos contra o programa, estejamos (no fundo, bem lá no fundo) a não querer saber (porque vamos ficar mais que furiosos) o que é que é importante para o Zé Povinho (aqueles que têm os tais comentários desprovidos de lógica e falam aos trambolhões).

É que, qualquer que seja o resultado, de alguma forma teremos de lidar com ele. Vamos ter de olhar para as escolhas feitas pelo tal português médio e vamos ter de as digerir.

É, de facto, um programa lúdico sendo ao mesmo tempo sério.

O resultado já lá está, na cabeça das pessoas (quer se divulgue, quer não), o pior cego é aquele que não quer ver e os atestados de incompetência que se continuam a passar aos portugueses em geral não alteram em nada a realidade do nosso país e da nossa cultura, dos nossos mitos e das nossas referências.

Para além disso, tivemos, ao longo da nossa história, excelentes portugueses e foi agradável estar umas horas a ouvir falar disso. Ser positivo é bom e sabe bem, embora não estejamos muito habituados!

E como lá disseram, não nos podemos levar tão a sério (às vezes) e tão a brincar (outras vezes).
Não podemos continuar a querer esconder o português médio bem escondidinho, porque não sabe o que diz e só diz asneiras, porque o português médio somos, afinal, todos nós!

outubro 24, 2006

Ainda hei-de estar cá para ouvir...

... dizer que existem suspeitas de que alguns dos médicos que são objectores de consciência nos hospitais públicos têm "relações próximas" com clínicas privadas que praticam a IVG (por questões morais, eu não faço isso, mas pode sempre recorrer a outros sítios, como ESTE, por exemplo!).

Isto se o referendo popular determinar a despenalização da interrupção voluntária da gravidez, se realizada, por opção da mulher, nas primeiras dez semanas, em estabelecimento de saúde legalmente autorizado, obviamente.

Pode ser que volte a polémica das Farmacêuticas, desta vez com as Clínicas IVG.

Os blogs do NÃO entraram-me pelos olhos adentro!

Andei pela blogosfera à procura de sítios pró-aborto (podia ter escrito mais bonito, chamar as coisas por outros nomes ou adicionar um pouco de poesia, mas apeteceu-me chamar os nomes às coisas).

Os blogs do NÃO entraram-me pelos olhos adentro, mesmo sem querer, já que havia links em quase todos os locais que frequento (atenção que, “mesmo sem querer”, não é o mesmo que “mesmo não querendo”, porque fui lá e li).

Pareceu-me que o SIM não tem grande expressão nesta imensa comunidade blogosferica e pus-me a pensar porquê?

- Porque acham que está ganho à partida? (como quase estava da outra vez e depois não esteve? Ainda me lembro do discurso do Paulo Portas, quando ainda não se sabia o resultado final, mas as sondagens davam a vitória ao SIM. Provou, por A+B que o SIM ganhava “por uma unha negra” e, como tal, não tinha qualquer legitimidade! Demonstrou ali, brilhantemente, que embora ganhasse o SIM, era o NÃO que ganhava. Tenho pena que nunca se tenha pegado nesse magnífico discurso – foi em directo, como comentador numa das televisões – e se tivesse virado o feitiço contra o feiticeiro, mas isto é só um aparte);

- Porque é difícil defender o SIM? Claro que é! É difícil defender que somos nós, e só nós, que devemos decidir pela existência ou não existência de um ser humano. É difícil ter coragem para optar pelo mal menor.

Continuei à procura e lá descobri uns blogs do SIM! Assustei-me, na maioria dos casos (mas não vi todos, reconheço). Se não tivesse, eu própria, feito um aborto, ficava logo ali rendida ao NÃO... E até perdi tempo a ver este vídeo (o que é isto? Qual é a pertinência disto, para o que está em discussão?).

Entretanto, cheguei aqui, aqui e aqui e agradeço-lhe a possibilidade que me deu de poder ler dos melhores textos sobre o aborto. Obrigada!

outubro 20, 2006

EDUCAÇÃO

Pelo que tenho lido por aí, parece que o ME se chegou atrás em alguns pontos do novo Estatuto da Carreira Docente, mantendo, no entanto, a questão da imposição de quotas para aceder ao topo da carreira, inalterável.

Os professores estão, contentes por um lado e descontentes, por outro.

Contentes, porque viram satisfeitos alguns dos seus protestos.
Descontentes, porque a questão das quotas se mantém.

Há até, quem desconfie que a questão das quotas era a única coisa importante para o Governo e o resto era só para encher chouriços e ter margem de negociação (como esta desconfiança me parece lógica, presumo que o Governo também deve estar contente).

Eu é que continuo na minha. Nem o Governo nem os professores se preocupam com a Educação em Portugal, mas tão-somente com os seus umbigos (por um lado) e com a chatice que é o peso da Administração Pública (por outro).

E é assim que continuamos por aqui todos a encher chouriços e a discutir pormenores sem nunca irmos ao que interessa e ao que é verdadeiramente importante.

Eu cá, alinhava já numa greve, que havia de se manter, até que alguém conseguisse discutir as coisas a sério!

O resto, é só conversa de merda. E o tempo que se perde em conversas de merda em Portugal... E toda a gente acha normal... até perdemos tempo a tomar partido por uns ou por outros!

outubro 14, 2006

Centro de Emprego - sessão de esclarecimento para qualificados (I)

Recebi a convocatória acima. Deveria apresentar-me no Centro de Emprego, sob pena do subsídio ser suspenso.

Chego e vejo não sei quantas senhoras de convocatória (igual à minha) na mão, muito nervosas a querer saber onde é que aquilo se entregava.

Chega logo uma ao pé de mim (eu também devia estar de convocatória na mão!) e dispara:

- És professora?
- Não.
- É pá! Então hoje não há cá professores? Bolas, somos sempre só professores e hoje ainda aqui não encontrei nenhum.
- Então sabe para que é que isto é?
- É pá! Trata-me por tu... Sei, sei... é uma lavagem ao cérebro, para nos convencerem a fazer cursos de formação e deixar de ser professores!

(e que isto está tudo maluco, e a ministra é maluca e as listas é só rir e as colocações são uma anedota)

- Bem! A ideia que fica, para quem está a ver de fora, é que os professores são um bocado baldas (arrisco eu, já que ela estava tão à vontade).
- É o que parece, mas isso era antigamente! Agora não... a malta é que não sabe o que se passa nas escolas!
- É que eu conheço uns quantos que passaram o activo quase todo de baixa...
- Isso antigamente era verdade, agora já não...Mas compreendo que quem está de fora ache isso... É verdade que temos muito maus exemplos na nossa Classe.

(mas temos direitos e agora querem-nos tirar esses direitos! Ainda se não os tivéssemos tido, mas tirarem-nos tudo depois de tanto tempo a lutar por alguma coisa, é demais!)

- E agora até vamos ser avaliados pelo Conselho Directivo, vê lá tu!
- Mas queriam progredir na carreira assim, só porque sim? É perfeitamente natural que as pessoas sejam avaliadas...
- Pois, mas pelo Conselho Directivo é que não! Isso é que está mal.
- E agora são avaliados por quem?
- Bem, por ninguém. Mas não há problema em sermos avaliados, nós não estamos contra isso! Nós não queremos é ser avaliados pelo Conselho Directivo.
- Porquê?
- Porque passava a ser preciso andar a lamber botas, porque se eles não vão com a nossa cara estamos lixados...
- Mas têm de ser avaliados por alguém!
- Bolas! Temos ali alunos todos os dias, se não formos bons, há reclamações!
- E essas reclamações têm consequências, de facto?
- Não!
- Pois!
- E agora ainda querem que também sejam os pais a avaliar os professores! Era o que faltava... se dermos negativas, lá se vai a nossa evolução de carreira!
- Então os alunos que ali estão todos os dias também não servem, eles e os pais, para vos avaliar?
- Claro que não! Não te parece lógico?
- Sim parece-me lógico que alguns pais, a maioria eventualmente, passe a classificar os professores de forma igual àquela que esses professores classificam os filhos deles e também compreendo que seja, infelizmente, preciso lamber botas para ter boa nota no Conselho Directivo... Mas acho que a evolução de carreira de qualquer pessoa tem de passar por algum tipo de avaliação de desempenho (e a avaliação de desempenho tem de ser feita por quem trabalha directamente connosco).
- Claro! Nós concordamos com isso tudo! Assim é que não... a Ministra não sabe o que anda a fazer. Quer dar mais autonomia às escolas apenas para que as escolas possam meter lá as cunhas e isso é que quem está de fora não vê!

Eu tive uma professora de português no meu quinto ou sexto ano (na altura, no primeiro ou segundo), que não ia à bola comigo! Sempre que eu punha o dedinho no ar para responder ela ignorava. Eu bem esticava e esticava e nada! As notas eram, obviamente, uma vergonha!

Por que carga de água é que eu tinha de estar a ser avaliada por uma gaja que não ia à bola comigo, só porque eu meti na cabeça que não havia de lhe perguntar pelo sobrinho que estava em coma há anos? É que, se bem me lembro, era o tema principal de quase todas as aulas...

Isto, sem qualquer desprimor para a professora de hoje, com quem até troquei números de telefone, fui tomar um café a seguir e ainda nos fartamos de rir à conta dos professores, dos alunos e daquela convocatória!

Os funcionários privados não têm paciência para merdas destas... E OS FUNCIONÁRIOS PRIVADOS TAMBÉM EXISTEM, caramba, e parece que também contribuem para o ordenado dos PÚBLICOS!

Custa tanto ao funcionário privado aturar este tipo de coisas, como custa aos "pobres" verem os "ricos" a queixarem-se de que só têm um Porche e o que queriam mesmo era um Aston Martin.

É a luta de classes entre os Privados (os empregadotes) e os Públicos (os funcionários)!
E os públicos é que são os capitalistas... que todos gostaríamos de ser, mas que já não temos grande pachorra para aturar (que nos doem os cotovelos)!

setembro 26, 2006

Perguntar não ofende!

Sim, é nome de blog e é daqueles que faz sentido existirem http://perguntarnaofende.blogspot.com/

E por causa desse blog, fiquei com uma vontade incontrolável de fazer uma perguntinha:

"Se um capitão de Abril é preso antes do 25 de Abril porque descobriram que era dos que andava a tramar a coisa e volta a ser preso depois do 25 de Abril porque autorizou, num quartel, que se tocasse a Grândola durante uma festinha lá na unidade, isso quer dizer que o 25 de Abril nunca existiu e estamos a ser governados por clones do Salazar?"

E isto é verídico, tenho cópias do processo... (pela lógica do acima referido blog, não deveria ter escrito É verídico, mas a porra é que é mesmo e se não o disser pode haver quem tenha dúvidas... Eu teria...).

Mas, o problema deve ser meu...

agosto 03, 2006

A Branca de Neve

Tinha mesmo de ser o primeiro post, embora atrasado muitos anos (estava no topo da lista dos pendentes, atravessados na garganta, de antes de eu ter um blog! Sorry!)

Fico ainda mais contente de estar a escrever isto depois de o homem já estar morto.

Parece-me mais a sério, mais formal, dizer mal de um homem morto! Por princípio (da nossa hipocrisia) quando se morre perdem-se os defeitos. Quando isso não acontece é porque é mesmo grave.

Assim, fico ainda mais contente de estar a escrever isto depois de o homem já estar morto!

1) O João César Monteiro resolve fazer um filme cego (quando não tem som é mudo, quando não tem imagem é cego, certo?).

É como um escritor escrever um livro sem letras (pronto! Na página 3, 27, 56 e 324 aparecem umas frases... e, claro, acompanha o livro sem letras um CD com músicas dos Dexys Midnight Runners cantadas pelo Camané, a Marisa e a Dulce Pontes). Não sei se se chamaria aquilo um livro, mas, não existam dúvidas, o JCM fez um FILME.

2) Faz o filme recorrendo a subsídios do Estado (i.e. cá a malta).

É assim que está definido e pronto! (...) Dava mais uns quantos postes.

3) O público português (os que foram ver e os que ouviram dizer!) não gosta do filme e o mesmo revela-se um flop de bilheteiras (embora nenhum realizador português se preocupe com isso).

Parece que, em nome da Arte, alguns vivem de subsídio em subsídio. O objectivo último (e único?) é conseguir mais um subsídio e não, ter sucesso na profissão que escolheram (sim, porque aquilo, que eu saiba, é uma profissão, e ter sucesso significa conseguir levar pessoas ao cinema). É claro para toda a gente que os profissionais que trabalham para aí nas empresas têm de ser rentáveis, têm de fazer coisas úteis, têm de ser produtivos e gerar receitas ou então vão para o olho da rua. Nas Arte, em Portugal, não! A cultura é algo abstracto, de difícil entendimento para o tuga médio. Ninguém vai ao cinema português porque é tudo burro. E, aqueles filmitos têm de continuar a ser feitos, porque são cultura e se não se fizerem ficamos sem cultura e ai caramba que ninguém vem ao cinema ver filmes portugueses e ai caramba que não temos dinheiro para essas grandes produções COMERCIAIS americanas e ai caramba que mesmo que tivéssemos não as fazíamos porque isso seria deturpar o conceito de cinema e os americanos não percebem nada do que andam a fazer.

4) Alguns intelectuais portugueses (os que foram ver e os que ouviram dizer!) gostam.

Um filme sem imagens, um livro sem palavras, uma música sem som, um quadro sem tela. O exercício de estilo de retirar a uma coisa tudo aquilo que a define e, mesmo assim, conseguir manter essa mesma coisa é tentador. A sério que é, mas ele que vá fazer isso com o dinheiro dele... O van Gogh (podia ser outro qualquer) não teve uma vida de cão? Porque é que este senhor tem de ser pago logo à cabeça?

5) O público português acha (assim, mesmo à tuga, terra a terra, pão pão queijo queijo), que aquilo não é um filme, porque AQUILO não tem imagens. LADRÃO! Enganou-nos! Nós a dar o nosso dinheiro para um filme e afinal ele não fez um filme!

É porque somos burros... se fosse a Missão Impossível ou a Guerra das Estrelas ou o Indiana Jones já gostávamos! Somos burros cumó caraças, filhos da mãe! Atão não se VÊ logo que aquilo é um filme? Se apenas as mentes mais brilhantes alcançam isso, azar... ninguém nos manda ser burros.

6) Resolvem (os media) perguntar ao JCM o que é que tem a dizer sobre o assunto e, eis senão quando, EU QUERO QUE O PÚBLICO PORTUGUÊS SE FODA!

Eh! Pá! O que é isto? Não basta pagar subsídios para filmes cujo valor acrescentado para a Cultura Nacional me parece, no mínimo, duvidoso, ainda sou insultada por um senhor que se está a FODER para o público que deveria querer ter? E, ainda tenho de aturar homenagens do ESTADO PORTUGUÊS a um tipo que nos mandou FODER a todos e que entretanto morreu e parece que deixou uma grande obra? Que merda é esta?

É o País das Maravilhas... Porque se fosse um país à séria, com pessoas com espinha dorsal e uma pinga de orgulho, o tal senhor era riscado do mapa... Para sempre!

E, no meio disto tudo, o GRAVE não é ele ter dito o que disse. O GRAVE é a nossa reacção ao que ele disse. O GRAVE é a nossa atitude “de merda” face à generalidade das coisas que nos vão acontecendo (e daí, talvez, este post não estar assim tão atrasado. Infelizmente).