Até pró ano!
Que eu vou para umas férias na Neve!
É mesmo uma férias na neve com a minha cria (não tive de abortar para ir, levo-a comigo!)... E o dinheiro que se gasta para a pequenita ir bem agasalhada!
Um óptimo 2007 para todos!
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« novembro 2006 | Main | fevereiro 2007 »
Que eu vou para umas férias na Neve!
É mesmo uma férias na neve com a minha cria (não tive de abortar para ir, levo-a comigo!)... E o dinheiro que se gasta para a pequenita ir bem agasalhada!
Um óptimo 2007 para todos!
- Que os Votos em Branco passem a contar da mesma forma que contam os votos válidos (i.e. que se a maioria for dos votos em branco se entenda que nenhum daqueles serve e tem de se arranjar outros... mesmo com a confusão toda que isso havia de provocar na estabilidade nacional);
- Que se encontrem as "tais pessoas" que se suspeita serem corruptas e se deixe de vez de achar que isto são tudo coisas do demo (já que, aparentemente, nenhum português está, de facto, envolvido);
- Que o Não responda pelo que andou a fazer durante estes anos todos em que não resolveu o problema e se deixem de argumentar como se só agora estivessem a começar;
- Que o Não explique o que é que vai fazer para acabar com os abortos ilegais e sem condições (já sabemos que mulheres presas também não querem);
- Que Portugal se torne num país viável para as nossas crianças nascerem, crescerem e serem felizes (ou então mais vale que se despenalize o assassínio da nação);
- Que a SEGURANÇA não elimine a LIBERDADE (ou qualquer dia isto é mesmo um romance do George Orwell);
- Que a nossa tecnologia e o nosso modelo económico não destrua a MÃE NATUREZA (ou o modelo económico vai andar por ai sozinho, que nós entretanto já fomos);
Que bonito... E para o ano cá estaremos para desejar exactamente a mesma coisa... Mais coisa, menos coisa.
Parece que os senhores do NÃO vão mostrar umas imagens de fetos de 10 semanas (deve ser aquela reportagem que passou no Cabo e depois na RTP 1 para cima de 10 vezes sobre a Vida no Ventre).
Eu acho óptimo.
Se ainda há pessoas que não sabem o que trazem na barriga às 10 semanas de gravidez, aproveitam para ficar a saber. Se há pessoas que abortam porque não sabem ao que vão e se soubessem não abortavam, que fiquem atentas às imagens (não queremos ninguém a fazer coisa tão séria inconscientemente).
Essa ideia estúpida que insistem em fazer passar que os do SIM não só são a favor da despenalização do aborto como ainda querem obrigar toda a gente a abortar (porque ter filhos é mau e é de país nada civilizado) é que não dá!
O Sim não é pela Liberdade de Escolha? A escolha só pode ser feita em Liberdade se se souber o que se está a fazer... Força, que venham os vídeos (são vídeos, não são? ou são marionetas à escala em teatrinho infantil?).

Vrolijke Kerstmis en een gelukkig nieuw jaar para todos os que por aqui passarem!
E para todos os outros, também!
E, já agora, Merry Christmas and a Happy New Year à TIME...
Ora ontem, na quadratura, dizia-se a propósito da nomeação de Maria José Morgado para super, mega, rifixe procuradora no caso Apito Dourado que tudo aquilo podia ter consequências muito graves.
Entre elas, esta, se a senhora conseguir resolver e arrumar a questão, toda a gente irá querer saber porque é que os outros não tinham conseguido.
É que, como actualmente já se admite (porque não se pode mesmo deixar de admitir e portanto passa a ser politicamente correcto), algo vai mal na justiça portuguesa. E se a senhora, armada em Liedson, resolver... como é que os outros ficam? Como é que ficamos todos? Ficamos a saber que é tudo uma questão de PESSOAS?
Pessoas incompetentes? Pessoas corruptas, passivas e activas?
Quer a senhora resolva, quer não, o que me faz confusão é esta fase por que está a passar Portugal.
Já se sabe que existe corrupção. Só ainda não se sabe se a culpa é, de facto, de PESSOAS... ou se é tudo virtual.
Não há paciência para esta fase intercalar em que já sabemos que algo corre mal, mas ainda acreditamos que tudo se pode dever (apenas) a conjunturas macro qualquer coisa ou, pior, a espíritos do mal...
Se se descobrir que afinal são PESSOAS que estão por detrás destas coisas...
Valha-me Deus, que vai ser o fim do mundo em cuecas!
Como estou de férias e, como tal, com tempo para passeatas por blogs alheios (do tipo linka aqui e depois ali e lá vamos nós pela blogosfera fora cantando e rindo) fui parar ao Arrastão .
No que respeita ao Aborto, parece que a música mudou. Ou, pelo menos, parece que alguns dos influentes da nossa blogosfera (partidários do SIM) começaram a levar a coisa a sério e a tratar o tema com o respeito que o mesmo merece.
Não só li o post todo, como li os (à data) 68 comentários.
Aquilo até estava bem encaminhado quando aparece uma tal de Margarida (não dá link para lado nenhum, o que é uma pena... havia de gostar de ler um blogue da tal senhora que não sei quem seja, mas devo ser só eu...).
Parece que pela união do SIM, temos todos de repetir da cassete previamente gravada o "Aqui quem manda sou eu", devidamente fardadas de psicopatas e com as respectivas barrigas ao léu.
Pasmo ainda mais, quando vislumbro naquelas afirmações qualquer coisa que pressupõe que a união do SIM deve ser feita em torno deste mote agressivo e autoritário.
Eu, SIM convicta, tinha alguma dificuldade em entrar em quase todos os blogues do SIM (a estupidez costumava ser tanta que saia dali a correr). Não fossem as minhas convicções serem minhas e não estarem de forma nenhuma dependentes da propaganda associativa, ainda corria o risco de virar para o outro lado, assustada, a pensar que aquilo era tudo gente doida (e perigosa!).
Vendo a coisa pelo lado prático, sempre me questionei sobre quem teria sido a mente brilhante que tinha esgalhado a, igualmente brilhante, ESTRATÉGIA DE COMUNICAÇÃO do SIM.
É que é mesmo do melhorzinho para esclarecer os indecisos!
Agora acho que já sei. Foi essa tal Margarida.
Não fosse eu pelo SIM, pelas minhas razões e não pelas dos outros e havia de dizer: Minha cara senhora, assim, temo que Não!
Espero que, até ao referendo, o Sim que se faz ouvir aprenda a falar a sério. Ou então, que comece a aparecer mais, e de uma vez por todas, o outro Sim, aquele que é de facto sério e a sério.
Pessoas como essa tal Margarida são, como toda a gente do lado do Não já percebeu, o pior inimigo do Sim!
A Alice a postar às 13h55...
Está de férias, CLARO!
Isto vai ser postes até fartar... sobre tudo e mais umas botas!
Se não souber muito bem do que estou a falar, não faz mal, como tenho tempo vou ali à Wikipedia e volto logo mais esclarecida e prontinha a opinar!
Não fazer nenhum é do melhor que há! Dá para fazer tanta coisa.
Se calhar somos poucos e estamos enganados. Equivocados!
Mas não existe (existiu, existe?) uma diferença enorme no tratamento que foi dado a Pinochet e a Saddam Hussein?
Os seus comportamentos (ou as diversas nuances dos mesmos) justificam esse tratamento tão diferente?
Ou o tratamento não foi diferente?
Ou os casos não são parecidos?
Ou às vezes dá jeito e outras nem por isso e os Direitos Humanos às vezes são gritos de guerra e outras vezes são murmúrios muito, muito baixinhos.
[comentário no "Blogue do Não", após alguma troca de ideias bastante civilizada. Fica aqui, assim mesmo, sem os inúmeros comentários anteriores (que já iam no 30º e qualquer coisa) e sem qualquer alteração adicional. Para mais tarde recordar e para não ter de repetir aqui, por outras palavras ou pelas mesmas, o porquê do meu voto SIM. Esta minha mania de ir para os blogues dos outros escrever, em vez de escrever no meu, às vezes dá nisto...].
Caro Joaquim,
No Sim, também cabem muitas opiniões diferentes, tal como no Não.
Por exemplo:
Eu sou a favor da despenalização do aborto até às 10 semanas.
Se o Sim ganhar em referendo e, posteriormente, se fizer outro referendo para alargar prazos, voto Não (voto não ao alargamento do prazo, não voto Não à despenalização do aborto).
Não posso estar a fazer futurologia e votar Não agora porque não quero correr o risco de vir por aí um alargamento de prazos.
Por outro lado, se o Sim ganhar, espero que se apliquem penas a quem não cumprir a lei (que diz, até às 10 semanas).
Claro que essas penas serão determinadas e aplicadas, ou não, caso a caso (como acontece com qualquer outro crime).
Senhoras como aquela que diz ter feito 20 abortos... Sinceramente, não aceito nem entendo, mesmo que os tenha feito todos até às 10 semanas!
Isto significa o quê? Que eu impunha um limite máximo de abortos por pessoa? Que estabelecia uma quota? A tal senhora fê-los mesmo sendo ilegais e iria continuar a fazê-los!
Quanto ao SNS financiar a realização de abortos.
Claro que custa (a mim custa-me) saber que existem tratamentos de doenças que não são comparticipados. Intervenções cirúrgicas que estão em intermináveis listas de espera.
Eu criaria outra mecânica... Taxas moderadoras com comprovativo de rendimentos. Parece-me que hoje em dia, quem faz um aborto paga-o (pouco ou muito, mas paga).
Se para doenças a sério (eu não entendo a realização de um aborto como um tratamento para uma doença) há quem paga e quem não paga, porque não fazer o mesmo com o aborto?
O aborto apenas seria gratuito para quem não tivesse forma de o pagar (essas pessoas são as que mais precisam de ajuda, as outras, como se diz, podem sempre ir a Badajoz...).
Resumindo:
Moral e eticamente: Acredito que é preferível eliminar um embrião ainda sem consciência de si, que gerar uma criança infeliz.
Acredito, também, que a decisão é privada e não pública (imposta pelo Estado).
POR ISTO, VOTO SIM
Legalmente: Até às 10 semanas acredito que nenhuma mulher deve ser condenada e que o acto não deve ser considerado crime e portanto (i.e. como consequência), feito ilegalmente.
Depois das 10 semanas (e é mesmo depois das 10 semanas porque também acho que deve existir um limite. Temos o poder para decidir sobre a vida de um embrião. Temos a responsabilidade de o fazer em tempo. E o tempo é este. Não é outro qualquer).
Para mim, todos os abortos feitos depois deste prazo devem ir a julgamento. A pena a aplicar (ou não) será definida caso a caso e todas as atenuantes serão consideradas (como noutro crime são).
PORQUE A PERGUNTA DIZ CLARAMENTE 10 SEMANAS, VOTO SIM.
Por opção da mulher... concordo! Como disse em resposta a um post lá de cima, considero isto como uma garantia de que nenhuma mulher aborta obrigada (pelo pai da criança, pelos pais dela).
Em estabelecimento devidamente autorizado.
Também concordo. Outro dos meus motivos (práticos, não morais) para votar Sim é a convicção de que o número de abortos ilegais diminuirá (não disse que deixavam de existir, nem disse que o número global de abortos iria diminuir).
Agora, se o aborto praticado num estabelecimento autorizado deve ser financiado pelo estado... Não concordo. Apenas concordo para os casos de extrema carência financeira.
Se continuo a votar Sim, mesmo assim... Continuo, porque é o preço que eu terei de pagar para almejar ver um flagelo desta sociedade grandemente minorado.
Quanto mais falo com defensores do Sim e defensores do Não que de facto falam sobre as coisas (não estou a referir-me às posições extremadas de vemos de ambos os lados, nem ao ataque puro e simples como melhor método de defesa) mais me convenço que na prática estamos quase, quase lá... a concordar com o que deve ser feito na prática... Sendo que num plano ético e moral as convicções são bastante diferentes.
Já agora (Mafalda e Joaquim), como estão a debater este assunto comigo desta forma tão produtiva e construtiva (Mafalda, não faço ideia de quantos comentários tiveram que vetar, mas os que aqui chegaram não foram de forma nenhuma violentos nem gratuitos), gostava apenas de perguntar o seguinte (e é uma pergunta genuína, sem truque!):
Como é que articulamos nisto tudo a questão dos abortos ilegais em vãos de escada (estou a falar só destes, daqueles que eu concordo que sejam inteiramente financiados pelo SNS e, também, por isso voto Sim)?
É que uma coisa é existir um crime, muitas vezes, sem julgamento sequer, outra é dizer que aceitamos abortos em vãos de escada (e muitas dessas mulheres acabam por ir para o SNS de qualquer maneira com as complicações posteriores).
Se não for despenalizado, o aborto tem de continuar a ser feito em vãos de escada.
Estou a perguntar isto, porque finalmente consegui ver respondidas muitas das dúvidas que tinha relativamente às posições do Não. Por vezes perde-se tanta coisa neste fogo cruzado e surdo...
Podemos não sair daqui com convicções diferentes daquelas com que chegámos, mas pelo menos saímos com a certeza de que conseguimos debater ideias.
Desapareceu tudo daqui...
Não escrevo assim há tanto tempo?
Que vergonha...
Também não sei se será hoje, mas que isto fica um bocadito mal assim, vazio, fica...
Os poucos visitantes do blog devem estar furiosos... até já devem ter desistido...
Fui ao Carrefour comprar um caixote do lixo pequenino para ficar no nosso quarto. Pareceu-me necessário para guardar as fraldas sujas. Comprei mais umas coisinhas que me pareceram igualmente necessárias para preparar convenientemente a chegada do bebé.
Depois, fui ao AKI e comprei um vaso para a planta da casa de banho.
Fui para casa com os três saquinhos na mão. Quando, depois de ter arrumado tudo, me sentei no sofá, senti uma coisa diferente.
Não era dor. Não era ela a mexer. Não sei explicar, mas sei que pensei que aquilo tinha, de certeza, alguma coisa a ver com o nascimento da criaturinha. Sorri.
Já estava farta da gravidez, já pesava 80 quilos, já não me conseguia mexer e já estava na 39ª semana (39 semanas completas +3 dias). Fiquei feliz!
O marido chegou a casa. Fomos jantar ao restaurante lá da rua. Voltámos para casa. Ele foi jogar WarCraft no computador e eu fui esticar-me no sofá para ver televisão (ou fui ver televisão para me esticar no sofá?!).
Fiquei a fazer zapping até que, por volta da uma da manhã, comecei a ver um filme na 1. Não me lembro nem do filme, nem dos actores, nem do assunto, nem de nada (embora tenha passado o filme todo a prometer a mim mesma que não me ia esquecer porque tinha a sensação que estava a ser o último que eu via com a criatura na barriga).
Estive aquele tempo todo com a impressão de que ia ter o período. De vez em quando, lá vinha o apertão. Depois passava. Depois vinha. Depois eu mudava de posição. Depois vinha o apertão. Depois passava. E eu com demasiada preguiça para me levantar.
O filme acabou! Fui à casa de banho. Um fio muito pequenino de muco castanho claro no papel (…)
- Marido!!!!!! Acho que a nossa filha está a chegar!!!!!
- Hummm?
- A nossa filha!!! Estou há duas horas com dores de período e olha para esta mancha castanha aqui no papel.
- Hummm? Não vejo nada no papel! Não te faz bem estares assim tão ansiosa. A médica disse que ela só nasce no dia 2. Hoje é dia 29. Tem calma!
- Mas, e as contracções? E esta mancha? Acho que devíamos ir à maternidade … pelo menos ver se está tudo bem.
- Ir à maternidade perder tempo! Já viste que horas são? Amanhã tenho de trabalhar!
- Tens … se ela não nascer entretanto!
- E pronto! Olha, deixa-me acabar aqui esta missão. Vai para a sala, leva um relógio e cronometra o intervalo entre as contracções. É assim de se deve fazer.
Fui para a sala, eu mais o telemóvel, por causa do cronómetro.
Sete segundos. Cinco segundos. Dois minutos. Cinco minutos. Oito minutos. Três minutos. Cinco minutos. Um minuto.
- Alice!!!! Isso não é nada. As contracções aparecem com intervalos regulares. Vai lá medir outra vez … Estou mesmo a acabar isto.
Sete segundos. Cinco segundos. Dois minutos. Cinco minutos. Oito minutos. Três minutos. Cinco minutos. Um minuto.
- Pronto! É para a maternidade que queres ir, não é? Então vamos … que perda de tempo! Mas, queres, vamos …
Fomos! Às quatro horas da manhã. Não lhe disse para levarmos a mala, porque achei que ia achar desnecessário e eu já começava a achar que talvez tivesse razão.
Maternidade deserta. Marido a resmungar. Eu a sorrir.
Se estás com vontade de rir, é porque não te dói … Não sei o que é que estamos aqui a fazer!
Pois, não dói muito … até é bastante suportável!
Vem o enfermeiro, vou para o CTG, volta o enfermeiro, vou para o toque.
Doeu! MUITO. O colo do útero ainda não tinha descido e ele, mesmo assim, precisava de lhe tocar. Doeu! MUITO.
Ainda não tem dilatação nenhuma. São uns 2 dedos! E com o colo do útero nesse estado, isso ainda demora um ou dois dias!
Volto para o CTG, para verem novamente as contracções. Aparece outro enfermeiro.
As contracções estão bem fortes e muito próximas!!! Saia lá daí e venha cá, que preciso de a examinar!
Outro toque não!!!! O seu colega já me fez isso à 15 minutos atrás!!! Está, de certeza, tudo na mesma … Ele disse que não havia dilatação e que o colo do útero ainda não tinha descido!!!!
Tem razão! Leve o microlax, esta bata e este saco e vá ali à casa de banho. Ponha o microlax e vista a bata. A sua roupa vai para o saco. Depois venha ter comigo para preenchermos aqui o seu processo clínico.
Tenho razão? Nestas coisas, nós nunca temos razão e fazem-nos sempre tudo outra vez!
TENHO RAZÃO??? PONHO O MICROLAX??? VISTO A BATA??? PONHO A MINHA ROUPA NO SACO???
Socooorrroooo!!!
Acalmei. Pus o microlax. Vesti a bata. Coloquei a minha roupa no saco. Fiz o microlax e saí.
O marido vai ali pelas escadas da direita e nós vamos por aqui. Já nos encontramos lá em cima.
Fomos para o bloco.
Isto já é a sala de partos?
Sim.
E essa agulha enorme é para quê?
Para colocar o cateter.
E vai-me espetar a agulha onde?
No braço.
Bolas! Nem me mostre isso … vou virar a cara para ali e depois diga-me quando já puder olhar.
Está com contracções e tem é medo da agulha????
Aiiiiiiiiiiiii!!! Isso dóiiiiiiiiiiii!!!
Rebentei a veia! Ó colega, traga aí gaze e álcool. Com uma veia tão boa e lá fui eu falhar!
A veia? E isso é perigoso??? E está a conseguir estancar o sangue??? E é muito sangue??? Posso ficar sem sangue e ter de levar uma transfusão???
Hã? Falhei a veia, vou só por aqui um penso e já tento noutra!!! Calma. Pronto, já está!
Deite-se ali de barriga para cima, para eu a ligar ao CTG.
Pronto! Agora fique aí deitada. Vou chamar o marido.
Afinal é mesmo para ficar cá? Não é, pois não? Vão só fazer mais uns exames? O seu colega tinha-me dito para a levar para casa … É mesmo hoje?! Vai mesmo ser agora?! E o que é que eu faço? O que é que é preciso? É mesmo agora? A sério?
Umas quantas vezes, durante as 14 horas do meu trabalho de parto, ele ainda achou que aquilo tinha tudo sido um engano e que, afinal, era para voltar para casa...