" /> Alice in Wonderland: novembro 2006 Archives

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novembro 27, 2006

...

Dúvida existencial de uma mãe complicada às voltas com o Livro do Bebé.

Quando é que podemos dizer que a nossa cria já anda:

A) Quando, volta e meia (umas 10 vezes por dia) se esquece que não está agarrada a nada e anda sozinha até ao seu destino (uns metros... 2, mais coisa menos coisa)?

B) Quando, conscientemente, começa a andar até ao seu destino?

Escrevo, já, no livro do bebé que já anda, ou espero mais um bocadinho?
Isto parece aquela do "Se cai uma árvore na floresta e não está lá "nada" que consiga ouvir, existe som ou não"? Ela anda quando anda, ou quando tem consciência de que anda?

novembro 26, 2006

Aquele crocodilo...

... era uma "besta". Um dos guias disse-nos que o gajo já tinha cortado uma zebra ao meio só com uma dentada.

Para além disso, era manhoso.
O gajo estava lá, parado, a olhar para aqueles animais todos a querem entrar no rio.
Os animais estavam todos (de uma margem e de outra) a olhar para ele e a ver quem é que metia a primeira pata!

O tipo, às tantas, dá meia volta, mergulha e desaparece.
Os animais continuam à espera.
O gajo nunca mais aparece e eles ganham coragem. Entram na água, passam uns quantos...

E ele volta a aparecer... Elas nem dão por isso até uma delas levar uma dentada...

Aquilo demora uns 30 minutos com ela a fazer um barulho horrível... até que morre exausta e afogada...

Nós, os humanos, ali mesmo à beirinha a olhar feitos parvos e a engolir, na prática, a treta da lei da selva...

Um Crocodilo...

Descobri esta (em formato digital), do Crocodilo (no mesmo Rio onde estava o Barquito puxado a corda).

Claro que uma daquelas zebras não chegou à outra margem.

E, claro que é muito mais difícil ver estas coisas ao vivo que na TV.

Masai Mara

Pois é! Era o Rio Mara.
O mesmo desta imagem...

Esta senhora também andava por lá. Mais uns crocodilos...
Enfim, todos os Big Five e mais uns quantos!

O engraçado é que o Little Governor's não tem vedações e os quartos são tendas... Mas temos uns Masai de guarda para nos protegerem... (está incluído no preço um masai para cada tenda!).

Como tirei quase todas as fotos com "máquina de rolo", não há mais para mostrar... Mas valeu a pena!

novembro 21, 2006

Barquito movido a corda!

Caro AGRIDOCE (e os demais que queiram participar!),

Que rio é este?
E aquele barquito leva-nos onde, na outra margem, depois das escadas (eu quando me meto em barcos é assim, pequeninos e puxados a corda...)?

Aldina

"A partir daí sigo com atenção tudo o que Aldina Duarte vai fazendo, umas coisas próximas e acessíveis, outras em lugares distantes. Mas acho extraordinário que no concerto da Culturgest a sala estivesse absolutamente esgotada vários dias antes do espectáculo. O que significa que, mesmo com uma presença discreta (poucas iniciativas visíveis, pouco ruído mediático), Aldina Duarte se vai impondo junto do grande público. Não tem ainda a aura da Mariza, esse mito sobrevalorizado que estranhos motivos instituíram em glória nacional. Mas os seus admiradores têm aquele grande mérito de serem fanáticos, incondicionais, de um entusiasmo sem reservas".

Eu, se fosse o EPC, não tinha escrito isto no Público de hoje (que não comprei, apenas li...). A moda ainda pega, fica toda a gente a saber quem é a Aldina Duarte e depois é vê-la com discos de platina uns atrás dos outros e o pobre do EPC a dizer que é apenas um "mito sobrevalorizado que estranhos motivos instituíram em glória nacional".

O que é que acontece à boa CULTURA portuguesa quando toda a gente gostar dela? Deixa de ser boa? Deixa de ser Cultura? Deixa de ser portuguesa? O EPC reforma-se?

novembro 20, 2006

Redacção de escola primária

Vamos lá fazer de conta que sou ainda mais ingénua do que aquilo que sou!

"Gosto do nosso Primeiro e do nosso PR.
Gosto do nosso Primeiro porque esqueceu as direitas, as esquerdas e os centros e resolveu reformar.
Gosto do nosso Primeiro porque melhor que um Estado Social teórico é um Estado Social que funcione.
Mesmo assim, às vezes aborreço-me, porque parece que lhe falta a coragem e anda muito devagarinho. Se o resultado final vai ser alguma coisa de jeito, não sei... mas enquanto parecer que está a tentar, parece-me bem.
Gosto do nosso PR, porque parece que está no mesmo barco. Parece que apoia as mudanças e não é bairrista.
Por outro lado, não entendo como é que o Marques Mendes vai lá para fora dizer mal do que se passa cá dentro. Estava a falar com emigrantes? Mesmo assim... O gajo não consegue estar calado? Não há por aí quem lhe ponha uma mordaça na boca? Estarei a querer atentar contra a sua liberdade de expressão? Vou pensar nisso, mas entretanto, se me cruzar com ele na rua, dou-lhe uma valente canelada!"

E pronto! É isto... Assim, estilo redacção da escola primária.
Ainda não consigo falar destas coisas noutro tom!

007

Já li isto na semana passada, mas só agora é que tive tempo para aqui vir registar.

O Eduardo Prado Coelho tem alguma implicância especial por Lisboa, ou foi só por acaso?
Será normal que eu passe o pouco tempo que demoro na minha viagem matinal de metro a ler uma imbecilidade qualquer sobre a iluminação de natal em Lisboa? Não existe iluminação de natal em outras cidades (é que aquilo era mesmo dirigido a Lisboa e, que eu saiba, a coluna dele não está no Caderno Local)? É mais grave gastar dinheiro em iluminação de natal que em subsídios a filmes portugueses que ninguém vê (outra do mesmo, boas e má notícias para o cinema português... Boas [já não me lembro], más, o sucesso de bilheteira que está a ser esse tal "Filme da Treta")?

Não foi por isto, mas deixei de comprar o Público.
Aliás, a gota de água entre a minha pessoa e esse jornal foi mesmo quando a notícia de capa era sobre o 007, a recepção da Rainha de Inglaterra e a informação (IMPORTANTÍSSIMA) de que o render da guarda tinha sido feito ao som do genérico do emblemático filme.

Tempo Extra

Agora mesmo, ao ver o Tempo Extra, com o Rui Santos, acabei, indirectamente, por aprender uma série de coisas novas.

O José Veiga era empresário desportivo de não sei quantos tipos importantes (Figo, Simão, Ronaldo...) e, de repente, deixou de ser.

Quando ficou sem carteira de clientes foi para o Benfica.

Parece que o tal senhor é, ou foi, sócio do Porto (com uma qualquer ligação especial a uma tal "casa" do Porto no Luxemburgo...).

Foi o Pinto da Costa que, em tempos, disse que com esse senhor não fazia negócios!

Por outro lado, o Luís Filipe Vieira quando era presidente do Alverca (Clube Satélite do Benfica) fez um negócio importante com o Porto (que tinha alguma coisa a ver com o Deco). O Luís Filipe Vieira também é, ou foi, sócio do Porto.

Agora estão, ou estavam, os dois no Benfica (o LFV e o JV).

O tal Rui Santos diz que apenas o Simão teve uma palavra de simpatia por JV (depois do incidente Luxemburgo, Banco), quando lhe dedicou a vitória de Portugal contra o Cazaquistão.

Digo eu, o resto da tropa fandanga estava à espera de lhe dedicar a vitória contra o Braga...

Mas eu sou apenas uma mulher, não entendo nada de futebol e quando alguém me explica alguma coisa fico na mesma e, no máximo, apenas consigo tecer algumas considerações sobre as semelhanças com o Pêpê Rapazote e o Jura.

novembro 14, 2006

Chain Blog

Resposta ao desafio do calvin.

"Cada bloguista participante tem de enunciar cinco manias suas, hábitos muito pessoais que os diferenciem do comum dos mortais. E além de dar ao público conhecimento dessas particularidades, tem de escolher cinco outros bloguistas para entrarem, igualmente, no jogo, não se esquecendo de deixar nos respectivos blogues aviso do "recrutamento". Ademais, cada participante deve reproduzir este "regulamento" no seu blogue."

MANIAS DA ALICE:

1) Ir para o emprego de taxi e voltar de metro.
2) Nunca subir para a cama. Tenho de saltar! Se não o fizer, dá azar.
3) Subir o primeiro vão de escadas dos prédios antes da porta fechar. Se não o fizer, dá azar.
4) Nunca terminar as conversas com palavras que acabem em M. Se o fizer, dá azar.
5) Ficar de olhos fechados até a luz da cozinha acender. Se não o fizer, dá azar.

Já chega? É que podia continuar...

Agora a parte mais difícil... Escolher 5 bloguers...

Ó faxavor...
O Embalador de Codornizes...
O Franco Atirador...
O 100nada...
E, o Blasfémias. Como são muitos... prontos! Pode ser o Dr. Pedro Arroja...

Agora, deixar lá avisos é que não... Dá azar! Mesmo que isso signifique que quebrei esta magnifica corrente blogosférica!... (6) Nunca fazer, exactamente, aquilo que me mandam... :)

Always with a little twist!

Assim de repente...

Não cheira mal? Assim um cheiro a esgoto que não seguiu o seu curso normal porque anda por aí tudo entupido?

Estava eu ali na sala. A criança já tinha bebido o leite e só faltava arrotar.

- Ó marido, cheira aqui mal... Cheira a esgoto... É lá de fora... Que cheiro esquisito...

Afinal tive que lhe mudar a fralda... Que cheiro do diabo...

Mesmo assim... agora já dorme e continua um cheiro que não se pode (terá sido por osmose?)!

Estará Lisboa inteira envolta neste cheiro (fraldas á parte)?

Ai Calvin... que ainda não consegui responder ao teu desafio...
Ai belgiumtugadois... que não tenho tempo para nada e fui aí "meter" um comento que deu erro...
Ai irritadinha online, que só agora reparei no link... Obrigada!

Socorro... So much to do, so little time! E só me ocorre snifar este cheiro... (já se dizia... que os gregos inventaram a filosofia porque tinham boa vida... há que nos manter ocupados para não pensarmos em nada... e depois vem o cheiro, para distrair!).

novembro 08, 2006

Acho graça...

Os Sim ao Aborto perdem-se a acusar os do Não... "Estão todos a favor da Pena de Morte para o Saddam!"

E os do Sim, não estão todos contra?

(se falamos em TODOS para um lado, deixa lá falar em TODOS para o outro).

Pena de Morte

Sem grandes explicações!

Eu concordo com a Pena de Morte em casos muito específicos!
No caso do Saddam... Se não fosse por causa dos Curdos, era por causa de outra coisa qualquer, não era? Faz-me impressão!

Ele estava condenado à morte à partida, foi só uma questão de arranjar motivos! Não concordo...

Posso concordar com o aborto, certo?

novembro 07, 2006

Tirando os que não fazem nenhum, gostava de saber como é que os outros conseguem...

Que há por aí pessoas que não fazem nenhum, deve haver... Não sei, imagino!
Mas os outros, como é que conseguem manter a treta do blog actualizado?

É que chegar a casa às 20h, dar banho à pequenita, dar a papa, brincar com ela... esperar pelo marido, jantar e estar com uma carrada de sono que só apetece dormir... sobra pouco tempo.

E eu que tenho a mania que sou organizada...

Socorro... Paguei um ano disto... (sim, aqui paga-se!).

novembro 03, 2006

Online para os Offline

Cara amiga,

Esperando poder esclarecer-te, aqui vai a explicação que me pediste. Muito pouco do que se escreve na blogosfera é importante (o numero de blogues, a nível mundial, é imenso!). Esta "vida" online é igualzinha à vida offline.

Existem grupinhos, que implicam com outros grupinhos. Pessoas que não comentam outras pessoas, para não lhes dar importância. Pessoas simpáticas. Pessoas educadas. Blogues da moda, blogues de elevada sapiência, blogues engraçados, blogues interessantes, blogues tontinhos... e blogues completamente desconhecidos.

Democracia?
Qualquer pessoa pode criar um blog e dizer o que lhe apetece! Se alguém o lê, isso já é outra história. Se calhar, lemos na blogosfera exactamente aqueles que lemos nos jornais só que, e só às vezes, com outros nomes!

Democracia?
Não... A ilusão de democracia, talvez!

Quando vens para "este mundo" alternativo, ou visitas a "casa virtual" de um amigo teu (e é o mesmo que ires com ele ao café, mais coisa, menos coisa) ou, pelas estatísticas, pelas referências noutros blogues, pelos links, pelo nome sonante de quem escreve, pelas referências nos jornais e na televisão, acabas por ir dar sempre aos mesmos sítios.

Não te parece que é muito parecido com a "vida real"? Ouves o que os media te dizem e falas com os amigos... volta e meia lá encontras uma coisa "mesmo diferente", mas o impacto disso é residual!

A treta é a mesma, apenas acresce o perigo de acreditar na ilusão.

E os jornais, os políticos e os outros do costume andam chateados com isto, não porque o anónimo (o verdadeiro), esteja a furar o sistema instituído, mas apenas porque, dentro do sistema, e sem nunca querer sair dele, há uns que resolvem fazer umas "cenas" antes estarem definidas em agenda.

Coitado do português anónimo, que qualquer dia acredita que vive, de facto em democracia (o que é isso, já agora?) e nunca mais se queixa... Mas, para o português acreditar, primeiro têm de fazer crer que é muito perigoso!

Últimos cartuxos


Comecei a minha clara demonstração de que estava disponível e que se iniciava uma nova época de caça às rolas, no dia 6 de Outubro.

Pronto... Já levei um tiro na asa, e vou começar a trabalhar dia 5 de Novembro!

Será que este meu querido blog vai resistir à Alice trabalhadora?

No antigamente, nunca na minha vida tinha lido um blog! Quando fazia pesquisas no Google, se apanhava um sítio desses pelo meio, nem espreitava... fugia a sete pés.

Quando me falavam "nessas coisas" dizia que sim, pois! pois! Esses tipos que põem a vida toda na net e tal...
Mas olha que há uns muito giros e outros muito bons!
Imagino, imagino... Eu é que não tenho paciência nenhuma para essas merdas!
Para o que havia de estar guardada...
E não é que isto é giro?

Fui à feira de gastronomia de Santarém e, na parede lateral do último stand da feira do artesanato, imediatamente antes da casa de banho, estava presa com fita-cola uma folha A4 protegida por uma mica, que rezava mais ou menos assim:

Palestra da associação não sei quê, não sei quê dos "tempos livres"
(isto é inventado, mas o que lá estava era muito parecido)

Sessão de Esclarecimento
CONTRA OS PERIGOS DO VIRTUAL

Se não tivesse um blog, possivelmente nem tinha reparado!
Como tenho um blog, ri às gargalhadas! (com o meu marido e o senhor que faz coisinhas em vidro, a olharem para mim como se eu fosse demente).

Guerra das Estrelas

Quando eu era pequena, queria ser astrofísica. Na altura não dizia assim, e quando me perguntavam, respondia que queria ser cientista, daqueles que estudam os planetas e as estrelas.

Certo dia pedi que me comprassem um livrito, que ainda guardo, “Introdução à Astronomia” de Iain Nicolson e Don Pottinger.

Está todo sublinhado, com o traço incerto de uma criança munida de lápis de cor.

As coisas que eu sublinhava!

“O brilho aparente de uma estrela, tal como o vemos da Terra, é a sua grandeza aparente (m).

Uma estrela bastante brilhante, tal como aldebarã, é de primeira grandeza (isto é, tem m=1), e uma estrela desmaiada como a estrela polar tem m=2, e assim por diante. A estrela mais fraca, visível a olho nu, tem m=6 e é 100 vezes mais fraca do que uma estrela m=1. As estrelas mais fracas detectadas até agora têm m=23.

No outro lado da escala, as estrelas cujo brilho é superior à primeira grandeza podem ter m=0 (como, por exemplo, alfa centauro) ou até mesmo valores negativos, como sírios, com m=-1,5. O Sol tem m=-26.

A grandeza aparente de uma estrela depende tanto do seu brilho real como da sua distância da Terra.

Pode acontecer que uma estrela que é, na verdade, muito brilhante, nos pareça desmaiada devido à distância. Para comparar o verdadeiro brilho das estrelas, os astrónomos usam a grandeza absoluta (M), sendo esta a grandeza aparente que uma estrela apresentaria se estivesse colocada à distância-padrão de 32,6 anos-luz.

O sol tem M=4,8 enquanto aldebrã tem M=-0,1. aldebrã é, em si mesma, cerca de 100 vezes mais luminosa que o sol”

Este fim-de-semana vou ver a exposição da Guerra das Estrelas no Museu da Electricidade e deliciar-me com as memórias da grandeza absoluta dos episódios IV, V e VI.

novembro 01, 2006

Se tivessem ficado calados, muitos dos que por aqui andam continuavam sem suspeitar!

Mas não, tiveram que vir dizer que não lêem (embora citem). Tiveram de insultar (embora não conheçam).

Qualquer dia, ainda sai uma Lei (e essa não vai a referendo, não é preciso) que proíbe o acesso à criação de BLOGS por parte de cidadãos anónimos (i.e. todos nós, que não aparecemos nos jornais, na televisão ou na rádio).

A criação de BLOGS estará sujeita a aprovação por parte de uma Comissão Autónoma e Imparcial!

Criámos um monstro!
E agora, ai! ai! ai! o que é que a gente faz?
Primeiro insultamos, descredibilizamos e depois acabamos com eles!
Esses grandes filhos da mãe.
Está tudo controlado! Tudo controlado!

pelo meio, a palavra BLOG

MST, à paulada e em tribunal...
EPC, puxa da pistola...

~~~~~~~~~~~ pelo meio, a palavra BLOG... ~~~~~~~~~~~~~~~

Não é teoria da conspiração, não senhor!

Anda por aí muita gente incomodada...
Que delícia!
Afinal o Sistema não estava preparado para a democracia... E eu que ainda não tinha percebido!
Burra, pá! Burra.

(isto sabe muito melhor quando se entra na crise da adolescência!)

Já agora...

Se alguém aqui vier espreitar a esta hora (mesmo com o aviso, à porta, de que nada disto tem interesse) demonstra uma uma preocupante manifestação de um processo de dessocialização e de sedentarização das solidões.

Isto é a conclusão oficial de um estudo imparcial, pelo que não o podia ter dito de outra maneira!

nem vale a pena espreitar... não tem interesse nenhum

Blog na crise da adolescência!

É oficial, entrámos hoje (o meu blogue e eu) na crise da adolescência (sim, aqui as coisas andam depressa, ainda ontem nasci, já por aqui ando com as hormonas aos saltos. É igual ao litro, quem manda aqui sou eu, digo o que me apetecer).

Agressividade?
Entre falar para as paredes ou falar para o monitor, prefiro falar para o monitor!
Nada disto faz sentido?
Olha que chatice... AZAR!

Sono, muito sono... sinto-me tão cansada!
Parece que um ser superior diz que não nos podemos levar tão a sério... Boa deixa, para soltar o EU descontrolado que há em mim...

Por opção da mulher

Insistir em meter o pai da criança ao barulho é uma falsa questão, carregada de hipocrisia e egoísmo, atirada, de forma demagógica para o debate, como manobra de diversão, fazendo, neste caso, as “mulheres do SIM” parecerem ainda mais pérfidas e os “homens do SIM” autênticos paus mandados, desprovidos de vontade própria.

Nesta batalha entre o bem e o mal vale tudo, até a tolice, envolta em elevada sapiência!

Algum dos senhores/as se sentiu incomodado/a por, actualmente, apenas a mulher, os médicos e as parteiras se irem sentar no banco dos réus?

Algum dos senhores/as pensou que, talvez, as mulheres preferissem ter os tais filhos que abortam, se pudessem contar com o apoio dos seus companheiros?

Quantas histórias se conhecem de homens que queriam ter o filho e, porque a mulher, mesmo assim, abortou, ficaram traumatizados para toda a vida?

Deixem de se preocupar com fantasias das vossas imaginações férteis, que só as víuvas beirãs (e eventualmente, algumas transmontanas*) é que vão nessa cantiga!

A biologia é mesmo lixada.
De facto, somos nós que os temos, somos nós que somos mães solteiras, somos nós que, quando decidimos ter um filho sem consentimento do pai ouvimos dizer que somos umas manipuladoras, que fizemos aquilo de propósito para o agarrar... coitadinho!

O pai tem de ter uma palavra a dizer? Se todos os pais do mundo tivessem uma palavra a dizer e essa palavra fosse “SIM, quero ter essa criança”, talvez não existissem tantos abortos.

Estou a dar a volta à questão? A mostrar o meu ódio para com o sexo masculino? Tenham paciência!

Esta ideia, errónea, que querem fazer passar de que a mulher aborta e o homem, coitadinho, não quer, só pode estar enquadrada na tal lógica do sentido de humor que Deus quer que tenhamos! Insistem em dar tanta importância a isso porquê? Para justificar existirem mais homens que mulheres no Blog? Essa necessidade de justificação é tal, que não se importam de, repetidamente, passarem a ideia de que a grande maioria dos homens, coitados, não querem que as companheiras abortem e elas é que insistem em fazê-lo à sua revelia?

Se querem meter o homem ao barulho, também terá de ser para o obrigar a assumir o seu papel, mesmo quando ele não quer. Aliás, as sondagens parece que dizem que há mais homens que mulheres a favor do SIM.

Não está na pergunta a frase "com consentimento do companheiro" (como acontece na Turquia, caso único na Europa!)... Se estivesse, o que é que mudava?

Se a mulher quiser e o homem quiser: faz-se! Mas vocês não são contra, de qualquer maneira? Porquê perderem-se em questões menores?

Se a mulher quiser e o homem não: Não se faz! Podendo, no entanto, a mulher recorrer a um vão de escada clandestino, a um hotel em Madrid, ou ao argumento de que o Pai da criança é outro, e esse outro até concorda com o aborto, vai lá com ela e assina que sim. Convém não esquecer que uma qualquer queda aparatosa nas pedras da calçada, também pode ajudar!

Se a mulher não quiser e o homem quiser: Não se faz! Estamos todos de acordo? Não vamos ouvir ninguém dizer que o homem, coitado, não tem poder de decisão e foi obrigado a ter um filho, mesmo não querendo? Ninguém vai dizer que a lei favorece claramente a mulher, nesta questão? Ninguém vai dizer que, na prática, a mulher pode escolher e o homem não?

Admitimos todos, então, que a mulher é o elemento absorvente nesta questão, como o zero na multiplicação e não há volta a dar-lhe?
Será este Cavalo de Batalha feito de Pau Oco?
Muito barulho por nada?

* Referência a um Post do Franco Atirador: "Um leitor esclarece em comentário que, segundo uma sondagem do DN, entre os apoiantes do não a maioria são mulheres. Bem, eu confesso que não vi essa sondagem. Mas se ela for nacional e incluir amostras representativas das viúvas beirãs e transmontanas, não tenho dúvidas que assim é: não só apoiam o não, como também apoiariam, se lhes perguntassem, o saudoso El Rey Dom Miguel." Este meu comentário foi colocado nesse mesmo blog, em resposta a um partidário do Não, depois de uma partidária do Não se ter mostrado chocada porque, na pergunta do referendo estava escrito, apenas, "por opção da mulher".